Últimas notícias

Hoje na história

RSS
13 de fevereiro de 1935.

Um júri em Flemington, Nova Jersey, considera Bruno Hauptmann culpado do assassinato do filho de Charles e Anne Lindbergh, que morreu durante seqüestro. Hauptmann foi posteriormente executado

Bruno Richard Hauptmann

Bruno Richard Hauptmann (26 de novembro de 1899 - 3 de abril de 1936) foi um carpinteiro alemão, condenado à morte e executado pelo rapto e assassinato de Charles Lindbergh Augusto Jr., criança com 20 meses de idade, filho de Charles Lindbergh e Anne Morrow Lindbergh.

O rapto do filho do casal Lindbergh adquiriu fama internacional e tornou-se conhecido como O Crime do Século.

O filho do casal Lindbergh foi encontrado três meses depois, morto. Morreu nas mãos dos seqüestradores, provavelmente no mesmo dia do crime.

O filme “O Crime do Século” (Crime of the Century) conta esta tragédia.

O aviador Charles Lindbergh era um verdadeiro herói em seu país. Numa noite de 1932, dois homens entram em sua casa, raptam seu filho de apenas 1 ano e meio e pedem um resgate de 50.000 dólares. Bruno Richard Hauptmann torna-se o principal suspeito ao ser preso com dinheiro marcado que foi usado para pagar os seqüestradores. Produção original HBO, baseada no livro The Airman and the Carpenter, de Ludovic Kennedy, sobre o famoso caso Lindbergh que abalou os Estados Unidos. Dirigido por Mark Rydell (de Licença para Matar até a Meia-Noite), com Stephen Rea (de Prêt-a-Porter), J.T.Walsh, Isabella Rossellini (de Um Toque de Infidelidade), Bert Remsen, David Paymer e Michael Moriarty.

Bruno Richard Hauptman, simples carpinteiro imigrante alemão, é a personagem principal do drama relatado no filme. De forma surpreendentemente acidental Hauptman vê-se envolvido no seqüestro do bebê Lindbherg e a partir daí desenvolve-se toda a trama caracterizada pelo confronto entre a angústia de um homem em sua luta para provar inocência e a comoção de toda uma Nação na ânsia para encontrar e punir os responsáveis pelo crime.

O filme mostra com clareza a condução do processo pelo Promotor de Justiça, David Wilentz, que inicialmente investigativo passa a tomar contornos de verdadeira armadilha para a imputação de culpa ao carpinteiro Hauptman que jura inocência desde o início. A manipulação das provas materiais contra Hauptman (exame grafotécnico e pericial de objeto do crime) aliada à condução das provas testemunhais levam ao que seria o erro judiciário do século naquele País.

Um dado curioso do filme e que acaba tornando-se seu clímax é a cena da sessão de interrogatório de Hauptman com as perguntas feitas pelo Promotor Wilentz. Seja pelas perguntas e respostas, seja pelo comportamento do Acusador e do Réu, trata-se de uma reprodução fiel do verdadeiro evento, já que todo o julgamento foi documentado em filmes da época. Diante das câmeras o Promotor Wilentz agride ferozmente Hauptman e de forma ardilosa envolve o Réu em contradições para fundamentar sua culpa.

O filme torna-se emblemático por vários aspectos jurídicos que envolvem o caso mas talvez o mais importante seja a influência que a paixão nacional pode exercer sobre um julgamento de relevo. A pressão exercida sobre os órgãos de apuração, acusação e julgamento pode acabar provocando o desrespeito aos mais basilares princípios de Direito e a conseqüente ruína da concretização da Justiça.

Curiosamenete foi a partir desse julgamento que as Cortes dos Estados Unidos passaram a proibir a realização de filmagem ou transmissão televisiva de sessões de julgamento, limitando-se a mostra de imagens curtas e sem áudio e, em certos casos, apenas a tradicional gravura a lápis.

Outro aspecto jurídico muito interessante é a utilização exasperada de instituto de contornos medievais: o plea guilty. A cada ponto do filme ao Acusado é oferecida proposta de confissão de culpa que a todo custo é negada. Mesmo após sua condenação à pena de morte ao Condenado é colocada a possibilidade de comutação de sua pena em prisão perpétua sob a condição de confissão de culpa, ao que recusou-se o Condenado até o momento de sua morte. O grande questionamento que se coloca é o contorno ético de tal instituto no processo criminal e conseqüentemente a relevância da confissão do réu.

Enfim, a cada ponto do filme o espectador é colocado diante do dilema entre a busca de uma Justiça justa ou uma conveniente à sociedade. Nesse parâmetro o espectador acaba tendo contato com os operadores do Direito retratados no filme, sua formação ética, seus propósitos e a que ponto podem chegar para justificarem seus ofícios. Sob todos esses aspectos o filme Crime do Século torna-se passagem obrigatória a todos que, como nós, optamos pela busca de um ideal de Justiça ética e justa.

O julgamento atraiu a atenção da mídia e foi apelidado de "O Julgamento do Século". Hauptmann foi também chamado de "o homem mais odiado do mundo". O julgamento foi realizado em Flemington, Nova Jersey, e correu entre 2 de janeiro e 13 de fevereiro de 1935.


Tags: Julgamento, sequestro, Bruno Richard Hauptmann, Charles Lindbergh






Opinião do internauta

  • Francisco Cripa (22.04.2008 | 09.35)
    Caro Orlandini,

    A partir desdte caso do bebê dos Lindbergh, não teve início uma fase super sensacionalista da imprensa ao tratar de crimes contra crianças, ao mesmo tempo em que a justiça começa a usar artifícios de torcer o pescoço da verdade para dar uma satisfação à opinião pública.
    Onde esta a objetividade, a isenção de ânimo, a função de bem informar destas pessoas tão envolvidas emocionalmente no episódio?
    Grato,
    Francisco Cripa

Deixe sua opinião

  • Por favor, responda a pergunta abaixo.

Hoje na história relacionadas

Comemoramos hoje - 16.10

  • Dia da Ciência e Tecnologia
  • Dia de Santa Edwiges
  • Dia do Anestesiologista
  • Dia do Anjo Damabiah
  • Dia Mundial da Alimentação
  • Dia Mundial do Pão