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Quarta-Feira, 17 de Novembro de 1929.

Morre o pai do processamento de dados, Herman Hollerith, o engenheiro e empresário que inventou uma máquina eletromagnética de contagem, que daria origem ao moderno sistema de processamento de dados

Herman Hollerith

Herman Hollerith (29 de fevereiro de 1860, Buffalo, Nova York - 17 de novembro de 1929) foi um empresário americano e o principal impulsionador do leitor de cartões perfurados, instrumento essencial na época para a entrada de informação para os computadores da época. Ele foi também um dos fundadores da IBM, um homem de mente aberta, precursor do processamento de dados.

Sete anos foi o período necessário para processar os dados do censo de 1880 nos Estados Unidos. Para não perder tanto tempo, em vista da nova contagem populacional marcada para 1890, era urgente encontrar uma forma que abreviasse a apuração. Justamente nesta época, um jovem descendente de alemães concluía o curso de Engenharia de Minas na Universidade de Columbia, no estado norte-americano de Nova Iorque.

Herman Hollerith era fascinado por estatísticas. Seu objetivo: inventar uma máquina que conseguisse reunir e avaliar um grande número de dados sobre um tema. O matemático inglês Charles Babbage já havia inventado uma engenhoca que conseguia efetuar as quatro principais operações matemáticas. A memória da calculadora baseava-se em cartões perfurados. Mas, por falta de interesse, seu invento ficou engavetado durante 70 anos.

Hollerith baseou-se na idéia de Babbage e, em 1889, criou a máquina que conta usando cartões perfurados. Além disso, a posição dos furos no cartões fornecia informações adicionais como idade ou profissão do entrevistado. A leitura dos dados era feita com agulhas metálicas. Quando elas se encontram num furo do cartão, fecha- se um circuito elétrico, acionando assim o sistema de contagem.

A Máquina do Censo foi aprovada com sucesso num teste em Saint Louis. O governo norte-americano ficou tão entusiasmado, que o contratou para o processamento dos dados do censo geral de 1890. Valeu a pena. Em vez de sete, desta vez a apuração levou dois anos. Só uma coisa frustrou os norte-americanos. Em vez dos esperados 75 milhões de habitantes, os Estados Unidos tinham apenas 62 milhões.

Chegada à Europa - A Europa conheceu o inventor de origem alemã durante a Exposição Mundial de 1889, em Paris. Depois dos Estados Unidos e do Canadá, também a França e a Noruega encomendaram seus préstimos. Para dar conta da demanda, Hollerith abriu a Tabulating-Machine-Company, sua firma nos Estados Unidos. Na Alemanha, sua subsidiária chamou-se Deutsche-Hollerith-Maschinen-Gesellschaft - Dehomag. Entre seus clientes, estavam repartições públicas e grandes empresas.

Em 1924, a filial nos Estados Unidos fundiu-se com várias empresas similares, surgindo a International Business Machines - IBM. Entrementes, as máquinas já foram aperfeiçoadas: os cartões não precisam mais ser agrupadas à mão e os resultados já saíam impressos. Uma evolução que garantiu novos clientes nos setores da contabilidade e planejamento.

O impulso decisivo para o empreendimento de Hollerith aconteceu no começo da década de 40, com um invento simultâneo de Konrad Zuse, na Alemanha, e Howard Aiken, nos Estados Unidos: eles criaram uma calculadora com circuito eletrônico. Em 1944, a IBM apresenta a máquina de calcular programável e digital. Foi o primeiro computador, batizado Mark I, com 16 metros de comprimento e 35 toneladas de peso. O monstro consomia 100kW de energia.

De Fortran a DOS - O primeiro cérebro eletrônico foi usado basicamente pelos militares na Segunda Grande Guerra. A linguagem Fortran, desenvolvida pela IBM na década de 50, seria o primeiro software concebido especialmente para fins científicos. Nos anos seguintes, a International Businesss Machines continuou ampliando sua liderança no mercado.

Na década de 70, o desempenho do computador se tornou cada vez mais abrangente, expandindo suas funções para a área da elaboração de textos. O computador não interessva só às empresas e repartições públicas, ele podia ser usado também pelo cidadão comum. Começava assim a era do computador pessoal.

Em 1981, a IBM deu mais um salto de qualidade ao lançar o sistema MS-DOS, criado por um então desconhecido William Bill Gates. Hoje em dia, não há mais setores que não dependam direta ou indiretamente de um cérebro eletrônico.

Fonte: Deutsche Welle


Tags: Computação, cartão perfutado, computação, DOS, Fortran






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