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15 de abril de 1912.

O navio RMS Titanic naufraga por volta das 02h20min após chocar-se, cerca de três horas antes, com um iceberg no Atlântico Norte

Ilustração do afundamento do Titanic.

O RMS Titanic foi um navio transatlântico da classe Olympic operado pela White Star Line e construído nos estaleiros da Harland and Wolff, em Belfast, na Irlanda do Norte. No seu lançamento, em 1912, o Titanic detinha o título de maior navio de passageiros do mundo. Na noite de 14 de abril de 1912, durante sua viagem inaugural, entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, nos Estados Unidos, chocou-se com um iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois, já na madrugada do dia 15 de abril de 1912.

Com 2.223 pessoas a bordo, o naufrágio resultou na morte de 1.517 pessoas, hierarquizando-o como a maior catástrofe marítima já registrada em tempos de paz. O Titanic foi construído com algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis na época e, por isso, foi popularmente referenciado como "inafundável". Na verdade, um folheto publicitário de 1910 da White Star Line sobre o Titanic ajudou a embarcação a ganhar essa fama, pois alegava que ela era "praticamente inafundável". Foi um grande choque para muitas pessoas o fato de que, apesar dos modernos recursos e experiente tripulação, o Titanic não só tenha afundado como também causado grande perda de vidas humanas. O frenesi da imprensa sobre as vítimas famosas do Titanic, as lendas sobre o que aconteceu a bordo do navio, as mudanças resultantes no direito marítimo, bem como a descoberta do local do naufrágio em 1985 por uma equipe liderada pelo Dr. Robert Ballard fizeram a história do Titanic persistir famosa desde então.

O naufrágio do navio causou enorme comoção na época e chocou a opinião pública. Nos anos seguintes, vários países adotaram leis para tornar as viagens marítimas mais seguras. Novos regulamentos para comunicação entre embarcações, quantidades mínimas de botes salva-vidas e outras medidas de segurança foram adotadas, sendo que algumas persistem até os dias atuais. O legado mais importante neste quesito foi a assinatura, em 1914, da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, na qual várias nações estabeleceram protocolos unificados de segurança e resposta a acidentes em alto-mar.

Muito se tem discutido, desde o acidente, sobre as causas da tragédia. Acredita-se que dois fatores deram grande contribuição: na noite do naufrágio, os vigílias do mastro não tinham binóculos à disposição, um item que poderia ter evitado o choque com o iceberg, se eles o tivessem visto 30 segundos antes. Além disso, o navio possuía um leme considerado pequeno para guiar uma embarcação daquele tamanho. Se fosse maior, o navio teria conseguido se desviar do obstáculo de gelo a tempo. Apesar do relato de muitos passageiros, até a descoberta do navio, acreditava-se que ele tivesse afundado inteiro, e não se partido em dois.

O fascínio pela trágica história do famoso transatlântico ficou demonstrado quando da exibição nos cinemas de Titanic, em 1997, visto por quase 400 milhões de pessoas. Com o sucesso do filme, o interesse pelo Titanic intensificou-se ainda mais e fez surgir centenas de livros, estudos, debates e novas teorias a respeito da causa do naufrágio.

Minutos finais

Às 02h05m, é arriado o último bote salva-vidas, o desmontável bote "D", com 44 pessoas. Às 2h10m, é enviado o último sinal pelos telegrafistas. O Capitão Smith ordena "cada um por si" e não é mais visto por ninguém, sendo que alguns passageiros o viram dirigir-se para a ponte de comando um pouco antes da mesma ser invadida pela água. Já com a proa mergulhada no mar e a água a atingir o convés de botes, o desespero é geral. Na primeira chaminé, os cabos de sustentação, não aguentando mais a pressão sobre eles, rebentam, e a chaminé tomba na água, esmagando dezenas de pessoas no convés e na água, inclusive, segundo alguns relatos, John Jacob Astor IV, homem mais rico no navio; algumas testemunhas afirmam que ele teria morrido congelado. Minutos depois o mesmo acontece com a segunda chaminé.

Às 02h15m a inclinação do navio chega aos 19° e a água gelada avança rapidamente, arrasando tudo o que há pela frente. Muitos são sugados pelas janelas para dentro do navio pela força das águas. Para quem ainda está dentro do Titanic, quanto mais o navio se inclina, mais difícil fica caminhar. A força da gravidade faz com que móveis e objetos pesados caiam sobre os passageiros, esmagando-os e impedindo sua saída do navio. A popa do Titanic sobe, mostrando suas imponentes hélices de bronze. Heroicamente, os operários da sala de eletricidade resistem até ao final para manter as luzes enquanto podem. Quando a inclinação chega aos 29° às 02h18m, as luzes do navio piscam uma vez e depois apagam-se para sempre. O pânico é maior, principalmente para os que ainda se encontravam no interior do navio.

Devido à inclinação, maior fica a pressão exercida no centro do navio, que não suportando a pressão, sofre ruptura do casco junto à terceira chaminé, dividindo o transatlântico em dois. A popa, pesando vinte mil toneladas, desaba por cima de dezenas de passageiros, esmagando-os. Quando a proa submerge, arrasta a popa ainda presa pelo casco duplo da quilha, deixando-a quase na vertical; segundos depois, a proa desprende-se da popa e mergulha para as profundezas. A popa então sobe alguns metros e fica parada. Muitos passageiros se seguram como podem, enquanto alguns, não aguentando, caem violentamente entre as estruturas de aço do transatlântico. Depois de alguns segundos emersa, a popa começa a descer, levando consigo dezenas de passageiros. Às 02h20m o navio, já completamente submerso, mergulha a pique pelas profundezas do oceano, rumo ao fundo do mar, onde está sepultado até os nossos dias.

Fonte: Wikipédia


Tags: Titanic, naufrágio, naufraga






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