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RSSDeu a louca no mundo…
É verdade que hoje, ou agora, não foi lá “um temporal”, mas a chuva foi muito forte depois de um dia muito, mas muito quente. Lembrando o Hermes Aquino, foi só uma “nuvem passageira”, que logo se foi e amenizou um pouco o escaldante calor desta tarde de domingo.
Este domingo (7/02/2010) não foi um dia tão quente quanto os que tivemos esta semana passada em “Forno Alegre”, nossa querida cidade sorriso, Porto Alegre.
Mas vamos ao que interessa.
Algo de diferente está acontecendo com nosso clima.
Já vi muita chuva e temporal. Já presenciei um tornado, também estive em desertos com temperaturas ao redor de 50 ºC e em tantos outros lugares muito quentes. Do lado do frio, já “senti na carne” (e na minha careca) temperaturas ao redor de -20 ºC no inverno europeu. Aprendi na pele, na cabeça, no nariz e nas orelhas, o que realmente significa “frio de rachar”.
Lembro dos anos 80, quando eu estava na faculdade, que alguns então conhecidos como “ecochatos” pregavam o apocalipse que viria graças a ação destruidora do homem no meio ambiente.
Passados quase trinta anos desta época, deixando os exageros de lado, começo a acreditar que eles tinham certa razão.
Os fatos estão comprovando que pelo menos algo está errado no “motor” desta nossa nave chamada “Terra”.
Desde a última semana do ano passado, os cerca de 11 milhões de habitantes da cidade de São Paulo vivem em estado de alerta. Todos os dias a maior cidade do país é castigada por fortes temporais que em poucas horas instauram o caos.
Quase uma centena de pessoas já morreu em São Paulo por conta deste “desajuste” climático.
Já aqui pelas bandas do Rio Grande do Sul, Santa Maria, Santiago e São Luiz Gonzaga, cidades com volume médio de chuva ao redor de 100 milímetros no mês de janeiro, foram atingidas por volumes quatro vezes maiores, chegando a índices de 400 milímetros.
Além dos “apagões” e outros prejuízos causados nos grandes centros urbanos, as lavouras, as indústrias, as criações de animais, também estão sendo severamente atingidas por este descontrole climático sem precedentes.
De norte a sul, de leste a oeste, a perda de vidas e os prejuízos financeiros têm sido enormes.
Para nós, que vivemos no Sul ou no Sudeste do Brasil, as chuvas de verão são algo comum nesta época do ano. Mas o que estamos assistindo agora é algo descomunal.
Mesmo que as autoridades governamentais e a comunidade científica nos apresentem respostas plausíveis, o certo é que devemos nos preparar melhor para estas já não tão “incomuns” tempestades.
Além disso, devemos verificar a fundo o que realmente está acontecendo e até onde isso poderá chegar.
Tudo isso não seria uma resposta da “mãe natureza” pela forma que a estamos tratando há anos?
Espero que ainda dê tempo de fazermos “as pazes” com “Gaia”, nossa mãe Terra, que pelo visto não está nada satisfeita com seus “filhos” humanos.

















