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RSSAdiaram o fim do mundo!
Hoje é 21 de dezembro de 2011. Daqui há exatamente um ano acaba o calendário de conta longa da cultura Maia, mais conhecido como “Calendário Maia”.
O Calendário Maia é um sistema de calendários e almanaques distintos, usados pela civilização maia da Mesoamérica pré-colombiana, e por algumas comunidades maias modernas dos planaltos da Guatemala.
Mais que um calendário, os Maias possuíam um sistema de calendários circular cujo ciclo completo era de 52 anos solares e que sincronizava dois outros, a saber: o calendário Tzolkin de 260 dias e o calendário Haab de 365 dias e 1/5.
Segundo artigo publicado no Discovery Brasil, graças à exatidão deste calendário, o mais perfeito entre os povos mesoamericanos, os maias eram capazes de organizar suas atividades cotidianas e registrar simultaneamente a passagem do tempo, historiando os acontecimentos políticos e religiosos que consideravam cruciais.
Entre os maias, um dia qualquer pertence a uma quantidade maior de ciclos do que no calendário ocidental. O ano astronômico de 365 dias, denominado Haab, era acrescentado ao ano sagrado de 260 dias chamado Tzolkin. Este último regia a vida da “gente inferior”, as cerimônias religiosas e a organização das tarefas agrícolas.
O ano Haab, e o ano Tzolkin formavam ciclos, ao estilo de nossas décadas ou séculos, mas contados de vinte em vinte, ou integrados por cinquenta e dois anos.
Eles estabeleceram um “dia zero”, que segundo os cientistas corresponde a 12 de agosto de 3113 a.C. Não se sabe o que aconteceu, mas provavelmente esta se trata de uma data mítica.
A partir deste dia os ciclos se repetiam. Entretanto, a repetição dominava a linearidade. Podiam acontecer coisas diferentes nas datas anteriores de cada período de vinte ou cinquenta e dois anos, mas cada sequência era exatamente igual à outra, passada ou futura.
Assim diz o Livro de Chilam Balam: “Treze vezes vinte anos, e depois sempre voltará a começar”. A repetição cria problemas para traduzir as datas maias ao nosso calendário, já que fica muito difícil identificar fatos parecidos de sequências diferentes. A invasão tolteca do século X se confunde nas crônicas maias com a invasão espanhola que ocorreu 500 anos depois.
Por isso, os livros sagrados dos maias eram simultaneamente textos de história e de predição do futuro. Na perspectiva maia, passado, presente e futuro estão em uma mesma dimensão.
Por outro lado, os historiadores contemporâneos recorrem às profecias maias para conhecer episódios do passado desta sociedade, com a profecia se expressando como uma forma de memória.
Mas para desapontamento daqueles que preconizam que daqui há um ano o mundo vai acabar, o fim do mundo foi adiado mais uma vez.
José Luis Romero, subdiretor do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, apresentou no dia 29 de março de 2011 em Tabasco, sudeste do México, os restos do calendário maia interpretado erroneamente como profecia de que o mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012.
Os rumores sobre o apocalipse maia tiveram início quando circulou a informação de que na peça, feita de pedra calcária e achada incompleta, está gravada a data de 23 de dezembro de 2012. A descoberta serviu de mote para o filme 2012, estrelado por John Cusack.
O antropólogo mexicano garante que a data não tem nada a ver com o fim do mundo. "Do pouco que podemos observar, em nenhum de seus lados está escrito isso", enfatizou. De acordo com ele, a data se refere ao fim de um ciclo de seu calendário e o início de uma nova era.
A civilização maia já existia no século 15 a.C. e chegou ao seu auge entre os anos 200 e 900 d.C. Floresceu onde hoje se localizam México, Belize e El Salvador e ocupou um território que chegou a mais de 300 mil quilômetros quadrados.
Os maias se notabilizaram pelas grandes cidades, com pirâmides de até 45 metros de altura, palácios suntuosos, praças esportivas e banhos públicos, e pelos vastos conhecimentos de matemática e astronomia. Até 1582, tinham um calendário mais preciso que o europeu. Quando os espanhóis chegaram à América, a civilização já havia entrado em declínio por conta de disputas internas.
Mas Romero não é o único a contestar a veracidade deste calendário.
Gerardo Aldana, professor da Universidade da Califórnia-Santa Bárbara, publicou um artigo no livro “Calendars and Years II: Astronomy and Time in the Ancient and Medieval World” onde argumenta que as conversões aceitas atualmente do calendário maia podem estar erradas por um período entre 50 e 100 anos. Segundo o pesquisador, o problema estaria na veracidade dos documentos utilizados nos cálculos
Ao longo do artigo, o professor - que não é o primeiro a questionar a conversão - se dedica a indicar que os dados utilizados na constante GMT não são confiáveis. O pesquisador não indica como a conversão deve ser feita nem qual seria a data correta para o fim do calendário.
O fato é que os defensores do Apocalipse Maia terão que procurar uma nova data pra o fim do mundo, pelo menos por enquanto.
O apocalipse mais próximo que vislumbro é a derrota da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2014. Estamos na competição por sermos o país sede. Se tivéssemos que disputar as eliminatórias, não sei não.
Com o “timinho” que estão nos apresentando....
Não quero nem pensar!!!
Toc, toc, toc...
Três batidas na mesa, de baixo para cima, para afastar o azar....
P.S.: Lembrem o que o Barcelona fez com o Santos de Neymar. Não precisou nem cozinhar o Peixe.
Opinião do internauta
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Luiz Capellari (21.12.2011 | 06.35)
Segundo alguns oráculos azuis, Deus teria sido consultado sobre quando os vermelhos seriam os maiores do mundo e teria proferido: "NÃO NA MINHA GESTÃO ". Logo, a partir de 17 de dezembro de 2006, algo mudou no Céu. E isto é um fato videnciado 10 anos antes pelo profeta Paulo Santana ! Logo de veracidade incontestável em todos os calendários ! INTER CAMPEÃO DO MUNDO ! Um abraço e Feliz Natal !Réplica:
Valeu Capellari.

















