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04.05.2012 | Opinião

Imprensa Livre

Imprensa Livre

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ocorrido ontem (03/05), diversas organizações mundo afora enfatizaram a importância do jornalismo para a democracia e a paz.

A Liberdade de Imprensa é um dos princípios pelos quais um Estado democrático e de direito assegura a liberdade de expressão e informação aos seus cidadãos.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgou nesta semana em Nova York, nos Estados Unidos, a relação dos dez países que menos respeitam o jornalismo, que incluem apenas um latino-americano: Cuba.

A relação dos países apontados como os que mais desrespeitam a liberdade de imprensa é a seguinte:

1. Eritréia (África)
2. Coreia do Norte (Ásia)
3. Síria (Oriente Médio)
4. Irã
5. Guiné Equatorial (África)
6. Uzbekistão (Ásia)
7. Myanmar (Ásia)
8. Arábia Saudita
9. Cuba (América Central)
10. Bielorrússia (Leste da Europa)

O CPJ observou 15 indicadores para analisar cada país. A organização analisou o bloqueio de sites, restrições, limites para o registro e a divulgação de informações, ausência de meios de comunicação de propriedade privada ou independente, restrições aos movimentos de jornalistas no país e monitoramento de suas atividades, entre outros aspectos.

De acordo com a organização, para a elaboração da lista foram considerados apenas os países nos quais as restrições são impostas diretamente pelo Estado. Na Somália e em algumas regiões do México, por exemplo, os jornalistas se autocensuram devido às ameaças constantes de morte.

O CPJ destaca que na Eritréia, os jornalistas não têm acesso ao país e todos os meios de comunicação nacionais são controlados pelo governo.

A Coreia do Norte, apontada como o país mais fechado do mundo e muito admirada por alguns brasileiros como “exemplo de democracia”, vive sob o controle da agência de notícias oficial do país. Mas ao longo deste ano foram identificadas duas mudanças significativas no país: a agência Associated Press (AP) abriu um escritório na capital, Pyongyang, e um editor japonês trabalha como voluntário na região.

Já o Irã do outro “mui amigo” Mahmoud Ahmadinejad, aparece em terceiro lugar no ranking por fixar uma série de restrições à entrada de jornalistas estrangeiros no país e monitorar as atividades dos que vivem na região. A Síria, do também antes “mui amigo” Bashar al-Assad em clima de guerra civil há quase 14 meses, ficou em quarto na relação do CPJ. As autoridades sírias proíbem jornalistas e organizações não governamentais estrangeiras de entrarem no país.

Na Guiné Equatorial, a imprensa é controlada direta e indiretamente pelo governo. No Uzbequistão, não há imprensa independente e os jornalistas que contribuem para a imprensa estrangeira sofrem ameaças constantes. Em Myanmar, a censura também é severa na imprensa, assim como na Arábia Saudita.

Em Cuba, o “Paraíso dos Irmãos Castro” o Partido Comunista controla os meios de comunicação nacionais e monitora a ação dos jornalistas estrangeiros no país. Na Bielorrússia, a organização alerta que não há imprensa independente. Apesar de não estarem entre os dez piores países para o exercício da profissão de jornalista, o CPJ alerta para a existência de censura no Azerbaijão, na Etiópia, na China, no Sudão, no Turcomenistão e no Vietnã.

Já segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) vinte e dois jornalistas (sendo 2 no Brasil) foram assassinados no exercício de seu trabalho neste ano de 2012. Também seis blogueiros (um no Bahrein e cinco na Síria), forram assassinados por manifestarem suas opiniões.

Entre os presos no exercício de suas atividades profissionais, existem 161 jornalistas (32 na Eritréia, 30 na China e 27 no Irã), dez assistentes e 121 “blogueiros” (68 na China, 19 no Irã e 18 no Vietnam).

Este o ainda lastimável quadro da liberdade de imprensa no mundo.

Não fosse a coragem e obstinação pessoal de jornalistas, blogueiros e simples cidadãos (os netizens) espalhados mundo afora, crimes, atos de corrupção, abuso de poder, perseguição religiosa, étnica ou sexual, permaneceriam ocultos e insolúveis até hoje.

A pesquisa, investigação e o trabalho jornalístico dão um nome e um rosto às vítimas da injustiça que acontece nos mais diversos pontos do planeta. Mesmo nas “grandes democracias”, muitas injustiças e crimes passariam despercebidos da opinião pública, não fosse o olhar atento de um profissional que procura ajudar a sociedade com informação.

Não fosse a tenacidade de Bob Woodward  e Carl Bernstein, dois repórteres do Washington Post, o Escândalo de Watergate jamais teria vindo à público e forçado a renúncia de Richard Nixon, o todo poderoso presidente dos Estados Unidos da América.

A liberdade de imprensa é mais que um direito da sociedade.  É um dever do Estado para com o cidadão, para que este possa exercer sua cidadania com plena informação.

Um verdadeiro Estado Democrático e de Direito, não pode prescindir de uma imprensa livre, que mesmo cometendo alguns erros e exageros ainda é bem melhor do que qualquer controle sobre a informação e a opinião.





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