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RSSQuando vamos parar de matar as coisas que nos mantém vivos?
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) definiu no início do ano que o Brasil, dono de uma das economias que crescem mais rápido no mundo, será a sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, na sigla em inglês), comemorado anualmente no dia 5 de junho.
O tema deste ano: “Economia Verde: Ela te inclui?” convida o mundo a avaliar onde a Economia Verde está no dia-a-dia de cada um e estimar se o desenvolvimento, pelo caminho da Economia Verde, abrange os resultados sociais, econômicos e ambientais necessários em um mundo de 7 bilhões de pessoas, que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.
O Brasil foi sede do WED em 1992, durante a Cúpula da Terra, quando chefes de Estado, líderes mundiais, oficiais de governo e organizações internacionais se encontraram para reorientar, recalibrar e traçar um caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.
Achim Steiner, Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA disse que “Ao celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente (WED) no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que reflita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”.
Daqui a poucas semanas começa no Rio de Janeiro, a conferência Rio+20, momento onde líderes mundiais e nações terão a oportunidade de desenhar um futuro que faça do desenvolvimento sustentável uma prática bem-sucedida em todo o planeta.
Nosso Planeta Azul, que chamamos de Terra, está sofrendo há muito tempo de uma doença causada por nossa ganância e descaso. Aqueles que se julgam os “seres superiores” neste planeta estão destruindo nosso futuro, não só de outras espécies ameaçadas ou já extintas, mas dando um “tiro na cabeça” comprometendo a existência da humanidade.
Como disse certa vez o explorador, zoólogo e geógrafo norueguês Thor Heyerdahl “Nós estamos mantando as coisas que nos mantém vivos”.
Portanto, preservar nosso planeta não é uma ação individualista ou utópica, é uma ação coletiva que significa preservar a vida das espécies aqui existentes e garantir nosso futuro.
Destruindo o meio ambiente estamos selando um futuro trágico para a humanidade num “jogo” onde não existem vencedores.
Opinião do internauta
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Teresinha Winter (05.06.2012 | 10.32)
No Brasil, mesmo com todo o discurso de preservação, economia "sustentável", etc., não há o menor controle sobre nada de crimes ambientais, nem os órgãos afins funcionam, nem Ibama, nem Fepam, nem Brigada Ambiental, nada. Está tudo liberado. O maior engano é falar na Floresta Amazônica, quando se fala em meio ambiente. Existem muitos outros desmatamentos, mortes de animais silvestres, enfim, a destruição total de ecossistemas neste paÃs. Não é só a Amazônia, mas só se fala dela. Enquanto isso, o resto está morrendo, desaparecendo, na mesma velocidade. Se prestarmos atenção nas nossas cidades, todos os dias, pequenos ecossistemas vão desaparecendo por causa da ganância imobiliária, devidamente defendida e liberada pelas prefeituras, todas interessadÃssimas nos novos IPTUs. É um horror. Destruição total. Zonas de risco? "Isso é bobagem." Quando as desgraças acontecem, sai do nosso bolso o "conserto" dos erros. O especulador? O desmatador? Este já está longe, com o dinheiro no bolso. Não é chamado pra pagar nada, nem pra sofrer as consequências. Por isso, não acredito mais em salvação do planeta, pelo menos no que toca pro Brasil. Aqui, a corrupção fala mais alto, desde o menor municÃpio até a mair capital. E quem paga, sempre, é o meio ambiente. Não há limite pra essa exploração. Tudo é só conversa fiada. É assunto de palestra na Rio+20 e mais nada.
















