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RSS1982: O fim de um delÃrio
Se as Malvinas ou Falklands são argentinas ou britânicas, eu não discuto. Esta é uma questão antiga, que envolve franceses, holandeses, espanhóis, e claro, os argentinos e os ingleses.
As ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul são três arquipélagos situados no Oceano Atlântico, perto da costa argentina, que constituem um domínio colonial britânico desde 1833.
O fato é que desde a sua ocupação, em 1690, as ilhas foram motivo de conflito entre Reino Unido, França e Espanha, e depois entre Reino Unido e Argentina, que se considera herdeira dos direitos espanhóis sobre estas ilhas.
Neste período, surgiram diversas quedas de braço para estabelecer uma ou outra soberania, que terminaram com a ocupação britânica de 1833.
Mas o que até agora não consigo entender é o que a coroa britânica quer a centenas de milhares de quilômetros de seu país numa área que é reivindicada pelos argentinos há séculos.
Só um destes arquipélagos, o das ilhas Malvinas, tem uma população civil nativa permanente, conhecidos por kelpers. Eles são geralmente de origem escocesa e se consideram britânicos, portanto apoiam o estado atual de soberania sobre estas ilhas. As outras duas ilhas estão ocupadas, essencialmente por cientistas.
O último grande conflito envolvendo os arquipélagos começou em 2 de abril de 1982, quando a ditadura militar que governava a Argentina resolveu atacar, mais por um sentimento de patriotismo exacerbado do que convicção de uma vitória no campo militar. Tinha início a Guerra das Malvinas.
Diplomaticamente isolada e militarmente em desvantagem, a Argentina capitulou, depois de dois meses e meio de conflito, no dia 14 de junho de 1982.
O delírio dos ditadores argentinos custou caro. Entre suas tropas, 649 soldados foram mortos, outros 1068 ficaram feridos, resultando 11313 aprisionados quando os ingleses retomaram as ilhas.
Entre os ingleses as baixas foram menores, mas causaram forte impacto. Foram 255 soldados mortos, mais 3 civis. Os feridos chegaram a 777, sendo que 115 foram aprisionados pelos argentinos.
Mais da metade das vítimas argentinas morreram em 2 de maio de 1982 quando o cruzador argentino ARA General Belgrano foi torpedeado pelo submarino HMS Conqueror, que resultou na morte de 323 pessoas.
O fim da guerra representou não só uma derrota nos campos de batalha como também o início do desmantelamento do regime militar argentino.
A “Dama de Ferro”, Margaret Thatcher, que antes da guerra era uma das mais rejeitadas líderes de governo da história britânica, foi festejada como heroína e logo após reeleita.
Na Argentina, o general Leopoldo Galtieri renunciou, em julho, sob uma onda de manifestações populares contra a ditadura. Seu sucessor, o general Reynaldo Bignone, iniciou as negociações para devolver o poder aos civis.
O candidato da União Cívica Radical (UCR), Raul Alfonsín, venceu as eleições presidências de dezembro de 1983 e a democracia voltou à Argentina.
Três anos depois, os chefes militares que levaram seu país a esta aventura nas Malvinas foram condenados a penas de 8 a 12 anos.
Hoje, 14 de junho, assinalam-se 30 anos da rendição Argentina na guerra com o Reino Unido pelo controle do arquipélago do atlântico sul rico em recursos naturais.
A Argentina não desiste da soberania sobre as Malvinas e de Cristina Kirchner tudo é possível.
O ideal é que estes dois países cheguem a um acordo, pois quem tem boa memória sabe no que vai dar se isto se tornar uma nova aventura no campo militar.
P.S.: Para mim não há dúvida, as Malvinas são Argentinas.
Opinião do internauta
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Carlos Mello (15.06.2012 | 10.33)
Os argentinos já decidiram como resolver o caso das Falkands e perderam. E perderam feio. Esta presidente Cristina Botox, da Argentina, é só uma falastrona pra consumo interno. -
LIBERDADE DE ESCOLHA (14.06.2012 | 19.24)
Tu sabe a história, sabe quem ganhou. Então pertence a Inglaterra. Viver numa futura ditadura, populista q sabemos pelo passado q vai dar errado. Ou escolher ser Britanico livre. Muitos vizinhos nossos estao esquecendo dessa palavra tao importante. LIBERDADE -
Heitor (14.06.2012 | 00.55)
Para mim, pelos princÃpios democráticos, onde o povo é quem decide, quem deve resolver a questão das Malvinas/Falklands é quem vive lá. Esta forma é bem simplista, mas pode ser aquela que cause o menor conflito.

















