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03.05.2017 | Mundo

Erdogan exige que UE reabra negociações para adesão da Turquia

Recep Tayyip Erdogan aproveitou discurso que marcou sua volta ao AKP para exigir retomada das negociações de adesão da Turquia à União Europeia. REUTERS/Umit Bektas

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, exigiu nesta terça-feira (2) que a União Europeia (UE) reabra as negociações de adesão de seu país ao bloco. A declaração foi feita durante um discurso no qual o chefe de Estado formalizou sua volta ao partido do governo, graças à recente reforma constitucional.

"Vocês não têm outra opção senão abrir os capítulos que não foram abertos", lançou Erdogan durante um discurso em Ancara. "Se abrirem, muito bem. Caso contrário, adeus!", ressaltou o presidente turco, em referência às diferentes etapas das discussões sobre a entrada da Turquia na UE. Desde o início oficial das conversas de adesão do país ao bloco europeu, em 2005, foram abertos 16 capítulos de 35. O mais recente, em junho de 2016, trata sobre questões financeiras e orçamentárias.

Mas as relações entre Ancara e Bruxelas se deterioraram nos últimos meses. As tensões, cada vez mais presentes desde o golpe de Estado frustrado em julho passado, aumentaram durante a campanha para o referendo destinado a reforçar os poderes de Erdogan. A situação só piorou após a proibição de comícios turcos em algumas cidades europeias.

Entretanto, a Turquia continua sendo um importante sócio da UE, em particular no que diz respeito à luta antiterrorista e à questão migratória. Ancara e Bruxelas concluíram no ano passado um acordo para reduzir drasticamente a passagem de migrantes clandestinos até a Grécia da costa da Turquia para o mar Egeu.

Fim da imparcialidade do presidente?

O presidente turco fez as declarações durante um discurso que marcou seu retorno ao Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), que ele ajudou a fundar em 2011, e que dominou a cena política turca nos últimos 15 anos, ganhando todas as eleições desde 2002. Erdogan deveria abandonar qualquer filiação política ao assumir o poder, mas com a recente reforma de 16 de abril, isso já não é mais necessário.

Esta reviravolta permitirá a Erdogan assumir, em um congresso extraordinário em 21 de maio, a direção do partido. "Volta ao ninho aquele que fundou o AKP", declarou o primeiro-ministro, Binali Yildrim. "Bem-vindo. Estamos honrados", acrescentou.

Os opositores de Erdogan criticam uma medida que põe fim à imparcialidade do presidente. Entretanto, ele alega que o fundador da República, Mustafa Kemal Atatürk, também era líder de seu partido enquanto dirigia o país.

Fonte: Rádio França Internacional


Tags: Erdogan, Turquia, União Europeia





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