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17.07.2017 | Mundo

Rodada "pra valer" de negociações do Brexit começa nesta 2ª feira, em Bruxelas

Michel Barnier, negociador-chefe da Comissão Europeia para o Brexit: ‘O relógio está girando’. REUTERS/Francois Lenoir

Um mês depois do início formal das discussões sobre a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, as discussões serão retomadas nesta segunda-feira (17), em Bruxelas.

O que os negociadores europeus esperam desta rodada de discussões sobre o Brexit? A resposta é clara: que os ingleses esclareçam diversos detalhes sobre o processo de saída, que ainda estão imprecisos.

O ministro encarregado do Brexit, David Davis, e sua equipe de negociadores, serão recebidos na sede da Comissão Europeia pelo francês Michel Barnier, negociador-chefe do bloco. Desde que o início formal das discussões foi lançado, em 19 de junho, esta será a primeira sessão aprofundada de negociações.

A partir de agora, o objetivo é fixar, até 29 de março de 2019, os termos da separação entre Londres e União Europeia. Além disso, os contornos das futuras relações bilaterais também devem ser definidos.

O calendário estabelece que, até outubro deste ano, o debate se concentrará em alguns temas prioritários: os direitos dos três milhões de cidadãos europeus que vivem na Grã-Bretanha e dos britânicos que vivem na Europa; as obrigações financeiras contraídas pelo Reino Unido (a chamada "nota fiscal do Brexit"), e a questão da fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte; com o Brexit, a linha entre Irlanda do Norte e a vizinha Irlanda será a única fronteira terrestre entre o Reino Unido e a União Europeia, o que pode causar a volta de controles e barreiras alfandegárias.

Se o diálogo entre as partes progredir de forma satisfatória, os dirigentes da União Europeia poderão pedir para Michel Barnier preparar as negociações comerciais para o Conselho Europeu, que se reúne em meados de outubro. "O relógio está girando", advertiu Barnier, em recente coletiva de imprensa, numa clara alusão que pode-se estar perdendo tempo.

A rodada de discussões em Bruxelas deve durar quatro dias, organizada em pequenos grupos de trabalho cuja missão será detectar os pontos de entendimento sobre o conjunto das questões que serão abordadas.

Tempo da transição não faz unanimidade

Os europeus também consideram que o Reino Unido vai precisar de um período de transição entre sua saída e a estruturação de um novo acordo com o bloco, cujas linhas devem ser definidas até março de 2019, se tudo correr bem.

No entanto, a ideia não conta com a unanimidade inglesa, pois Londres, nesse meio tempo, deverá continuar obedecendo às regras do bloco e contribuir com o orçamento europeu.

O ministro britânico das Finanças, Philip Hammond, afirmou que os principais ministros do governo de Theresa May são contra a instauração de um período de transição, cuja duração pode depender da organização dos novos sistemas estruturais como os serviços alfandegários e de imigração, por exemplo, que poderia demorar dois anos, no mínimo.

O ministro britânico do Comércio, Liam Fox, que defende uma ruptura radical com o bloco, declarou que não tem nada contra um período de transição, desde que sua duração seja limitada e que possibilite aos britânicos negociar seus próprios acordos de livre comércio.

Fonte: Rádio França Internacional


Tags: Grã-Bretanha, Reino Unido, Inglaterra, União Europeia, UE, Euro, Brexit





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