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17.07.2017 | Mundo

Oposição venezuelana desafia Maduro e faz plebiscito contra Constituinte

Lilian Tintori (c), mulher do líder da oposição Leopoldo Lopez, entre manifestantes contra a Assembleia Constituinte convocada por Maduro. REUTERS/Andres Martinez Casares

A oposição venezuelana desafia o governo e organiza neste domingo (16) um plebiscito simbólico contra o presidente Nicolás Maduro e seu projeto de Assembleia Constituinte. A votação é reconhecida pela ONU e cinco ex-presidentes latino-americanos estão na Venezuela como observadores do processo.

A oposição venezuelana acerta os últimos detalhes do plebiscito deste domingo. "Já está tudo pronto. Amanhã o país não apenas rejeitará a Constituinte, como exigirá a mudança de regime, a saída da ditadura e o início da transição com um governo de união nacional", disse a opositora María Corina Machado neste sábado (15) à AFP. O líder da oposição Henrique Capriles afirmou que "ainda há tempo" para que o governo "cancele uma Constituinte que ninguém quer".

Os opositores esperam 62% de participação e acreditam que a consulta, "mostrará ao mundo" que a maioria dos venezuelanos se opõe à reforma da Constituição. Segundo o instituto de pesquisa Datanálisis, 70% dos venezuelanos rejeitam a Constituinte.

Em entrevista coletiva neste sábado, o deputado Juan Andrés Mejía confirmou que as cédulas e atas de votação serão destruídas para resguardar a identidade dos participantes e evitar represálias do governo. O plebiscito será realizado em meio a uma onda de protestos antigoverno que completou três meses e meio neste sábado e deixou 95 mortos.

Simulacro de votação da Constituinte

Maduro considera a consulta ilegal e neste domingo, em paralelo ao plebiscito, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) fará um simulacro da votação da Constituinte, que acontece oficialmente em 30 de julho. Baixando o tom em relação aos últimos dias, Maduro pediu ontem que os dois eventos aconteçam pacificamente. "Vamos à Constituinte para salvar a pátria", afirmou Maduro, cuja gestão é rejeitada por sete em cada dez venezuelanos.

O presidente venezuelano considerou, porém, que a chegada de "mais de 500 veículos (internacionais) à Venezuela" para cobrir o plebiscito faz parte de um "show midiático" para justificar uma intervenção estrangeira contra ele e derrubá-lo. Maduro se diz vítima de uma tentativa de golpe de Estado apoiado por Washington e de uma guerra econômica que leva à escassez de bens básicos e a uma voraz inflação.

Apoio internacional

Cinco ex-presidentes latino-americanos chegaram neste sábado para participar, junto com especialistas eleitorais de vários países, como observadores do processo organizado pela oposição. São eles: o colombiano Andrés Pastrana, o boliviano Jorge Quiroga, o mexicano Vicente Fox e os costa-riquenhos Miguel Ángel Rodríguez e Laura Chinchilla.

Os ex-presidentes foram recebidos por María Corina no aeroporto de Maiquetía. Segundo Fox, o plebiscito da oposição representa o início da "rota para o fim" do governo de Maduro, que deve "entender que ninguém o quer e que não pode continuar destroçando esta economia".

O prefeito de Sucre, Carlos Ocariz, confirmou que já estão na Venezuela "observadores internacionais reconhecidos no mundo".

Na sexta-feira (14), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ao governo e à oposição que dialoguem para erradicar a violência e acertar um "caminho constitucional". Já o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, convidou os venezuelanos a participar da "consulta popular para deter o colapso definitivo da institucionalidade do país".

“Operação inédita”

Os principais líderes da oposição afirmam que, após o plebiscito, vai-se ativar a "hora zero", ou seja, a fase decisiva dos protestos para tirar Maduro do poder. Eles não descartam convocar uma greve geral.

A consulta será realizada em cerca de 2.000 centros de votação, que vão abrigar 14.000 mesas, além de mais 500 centros em 80 países. A população deve se registrar com seus dados pessoais e, depois disso, receberá uma cédula com três perguntas. O objetivo é responder se desejam que o Parlamento de maioria opositora inicie um processo de renovação dos poderes públicos - o que Maduro denuncia como uma tentativa de instalar um "Estado paralelo" - e se os militares devem respeitar a Constituição.

"É uma operação inédita, claramente cidadã. Cerca de 145.000 voluntários devem trabalhar na organização. A infraestrutura montada permitirá que 11,5 milhões de venezuelanos participem", disse à AFP o especialista em eleições Aníbal Sánchez.

Em uma carta às forças de segurança do Estado, o cardeal Jorge Urosa Savino pediu que se impeça "qualquer ataque violento aos venezuelanos que forem às urnas".

Fonte: Rádio França Internacional


Tags: Chávez, chavismo, Venezuela, Nicolás Maduro, petralhas, ditadura, censura, protestos





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