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08.01.2018 | Terrorismo

Sobriedade marca 3 anos de atentados de janeiro de 2015 em Paris

O presidente francês, Emmanuel Macron, ao lado da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, durante homenagem diante da antiga sede da revista Charlie Hebdo, neste domingo (7). CHRISTOPHE ENA/AFP

Uma cerimônia sóbria para marcar os três anos dos atentados de janeiro de 2015 em Paris: esse era o desejo das famílias das vítimas. O pedido foi atendido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que participou de discretas homenagens neste domingo (7), diante da antiga redação da revista satírica Charlie Hebdo e do supermercado Hyper Cacher.

Neste domingo se completam exatos três anos do atentado contra a redação da revista satírica Charlie Hebdo. Dois dias depois, quatro pessoas eram alvejadas no supermercado Hyper Cacher, em Porte Vincennes, periferia de Paris. Os ataques traumatizaram a França e abriram uma onda de massacres terroristas na Europa.

Acompanhado da esposa, Brigitte Macron, de membros do governo e da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, o presidente francês se recolheu diante da antiga sede do Charlie Hebdo, no 11° distrito da capital francesa. Integrantes da revista também marcaram presença, como Riss, o diretor de redação, o editor-chefe, Gérard Briard, e a diretora de recursos humanos do Charlie Hebdo, Marika Bret.

Ataques de janeiro de 2015 deixaram 17 mortos

Entre as vítimas - as primeiras entre os 241 mortos nos ataques jihadistas na França em três anos - figuras emblemáticas do jornalismo francês, como o então diretor da publicação, Charb, os caricaturistas Cabu, Wolinski, Honoré, Tignous e o jornalista Michel Renaud. O economista Bernard Maris, a psiquiatra Elsa Cayat, o corretor da revista, Mustapha Ourrad, o policial Franck Brinsolaro - guarda-costas de Charb -, e o agente Frédéric Boisseau, também morreram no atentado.

Depois da leitura dos nomes dos mortos do Charlie Hebdo, Macron depositou flores no local e realizou um minuto de silêncio, sucedido pela Marselhesa, o hino nacional da França. Em seguida, o presidente conversou com familiares das vítimas.

A mesma cerimônia foi realizada a alguns metros da antiga sede revista, onde o policial Ahmed Merabet foi alvejado ao enfrentar os autores do ataque, irmãos Chérif e Saïd Kouachi.

Em seguida, a comitiva liderada pelo presidente se dirigiu à Porte de Vincennes, onde fica o supermercado Hyper Cacher. No local, em em 9 de janeiro de 2015, 17 pessoas foram mantidas reféns durante quatro horas pelo extremista Amedy Coulibaly, que alvejou quatro homens: Philippe Braham, François-Michel Saada, Yoav Hattab e Yohan Cohen. Centenas de pessoas acompanharam a cerimônia que contou também com a leitura dos nomes das vítimas, o minuto de silêncio e a Marselhesa.

Policial de Montrouge será homenageada na segunda-feira

Devido a uma visita de Estado que Macron fará à China nesta segunda-feira (8), o ministro francês do Interior, Gérard Collomb, representará o presidente em uma homenagem à policial Clarissa Jean-Philippe. Em em 8 de janeiro de 2015, ela foi morta com um tiro de kalachnikov por Amédy Coulibaly, na cidade de Montrouge, periferia de Paris, no momento em que atendia a um incidente de circulação na rua.

A motivação da agressão é desconhecida até hoje. Investigadores acreditam que o terrorista estivesse preparando um ataque contra uma escola judaica, perto do local onde a policial foi alvejada.

Na tarde deste domingo, uma homenagem às vítimas também será realizada na Praça da República, centro de Paris, convocada pelo Movimento pela Paz e contra o Terrorismo. No sábado (6), centenas de pessoas se reuniram para a jornada de debates "Sempre Charlie!" na sala Folies Bergère, em Paris.

Fonte: Rádio França Internacional


Tags: Charlie Hebdo , atentado, Paris, terrorismo





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