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30.05.2018 | Mundo

Jornais europeus veem governo Temer na corda bamba com greve dos caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros entra nesta terça-feira (29) no nono dia e continua em destaque na imprensa europeia. Fotomontagem RFI

A greve dos caminhoneiros entra nesta terça-feira (29) no nono dia e continua ganhando destaque na imprensa francesa e europeia. O diário econômico britânico Financial Times diz que os caminhoneiros ignoraram as concessões feitas pelo presidente Michel Temer e podem contar, a partir desta segunda semana de paralisação, com a adesão de trabalhadores de outros setores.

A descrição do caos instalado no Brasil é detalhada: bloqueios nas estradas, redução dos serviços de transporte público nas grandes cidades, abate de 70 milhões de frangos devido à falta de alimento no maior exportador de aves do mundo, prateleiras ficando vazias em farmácias e supermercados. O Financial Times explica o movimento por meio do motorista Francisco Antônio Rodrigues. Ele afirma que a intenção dos caminhoneiros é "acabar com o Congresso Nacional” e provocar uma intervenção militar "para eliminar o bando de ladrões que estão lá".

Para o Financial Times, a paralisação está sendo um teste para a maior economia da América Latina, que ainda luta para sair da pior recessão de sua história. O crescimento econômico no segundo trimestre do ano já foi comprometido, e as eleições de outubro estão se tornando as mais imprevisíveis dos últimos anos, conclui o diário.

Ainda na Inglaterra, o The Guardian diz que os caminhoneiros rejeitaram as concessões de Temer por estarem conscientes de que, dentro de 60 dias, quando acabar o congelamento do diesel, os preços vão aumentar ainda mais. O Guardian minimiza o risco de retorno dos militares ao poder, "assunto espinhoso no país que enfrentou 21 anos de ditadura de direita", considerando que esta posição é minoritária no movimento. Em meio às consequências políticas da greve, a popularidade de Temer despencou ainda mais, destaca The Guardian.

Cresce aposta na queda do governo

O francês Le Monde traz depoimentos de alguns grevistas que consideram a paralisação "não como uma guerra dos caminhoneiros, e sim de todo o povo brasileiro contra a corrupção e por melhorias nos serviços de saúde, educação e segurança pública". O jornal cita o apoio do vendedor de eletrodomésticos Tango Roxa, de 45 anos, que acredita na queda do governo se houver adesão de outras categorias. A vulnerabilidade de Temer, um presidente desgastado, hesitante e alvo de denúncias de corrupção, reforça o discurso de uma ala de grevistas que aposta na queda do governo, explica o jornal Le Monde.

O espanhol El País considera que Temer "bem que tentou aplacar a revolta dos caminhoneiros com importantes concessões, mas eles dobraram a aposta, ganham adeptos e amplificam os pedidos por intervenção militar”. "Grevistas estacionados na rodovia Régis Bittencourt, um dos mais de 500 pontos pelo país ainda mobilizados, não aceitaram a proposta do governo e pedem que o litro do diesel valha 2,50 reais e que esse valor fique congelado por um ano", explica El País.

Na Bélgica, o jornal Le Soir evoca as consequências da greve para as ações da Petrobras. Os papéis da companhia perderam mais de 14% no fechamento dos mercados na segunda-feira (28).

Fonte: Rádio França Internacional


Tags: Greve, caminhoneiros, greve geral, desabastecimento, combustíveis, gasolina, diesel, impostos, Michel Temer





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