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06.06.2018 | Mundo

Em Paris, premiê israelense diz que acordo nuclear iraniano não vai durar

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. REUTERS/Axel Schmidt

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se encontrou nesta terça-feira (5) com o presidente Emmanuel Macron para discutir sobre suas posições com relação ao Irã. O chefe de Estado francês pediu a continuação do acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano, enquanto o premiê israelense exigiu mais rigidez frente a Teerã.

Essa é a quarta vez em um ano que os dois dirigentes se encontram. Macron e Netanyahu, que multiplicaram os gestos de amizade no passado, terminaram mais um encontro de forma diplomática, sem no entanto acabar com as divergências marcantes quanto ao Irã.

O estado hebreu, que considera a República Islâmica como uma “ameaça direta” à segurança, não cessou de criticar o acordo de 2015 e se felicitou da decisão de Donald Trump de se retirar do tratado no começo de maio, estimando que o documento não cumpria seu papel e que Teerã “mentiu”.

A França, junto aos outros países que assinaram o acordo (China, Rússia, Reino Unido e Alemanha) tenta preservar e complementar o texto, além de fazer todo o possível para que o Irã não parta. “Eu repeti ao primeiro-ministro minha convicção profunda de que o acordo de 2015 devia ser preservado para controlar a atividade nuclear”, declarou Emmanuel Macron durante uma conferência de imprensa no Palácio do Eliseu.

“O texto precisa ser completado por um acordo pós-2025, onde deve constar uma menção à atividade bélica e à presença regional militar do Irã”, acrescentou. Algumas horas após o anúncio de que o Irã poderia aumentar seu enriquecimento de urânio, o presidente francês incitou os países europeus a “estabilizar a situação e a não ceder diante desse contexto que levará certamente ao conflito”.

Netanyahu justifica repressão contra palestinos

Netanyahu, que irá nesta quarta-feira (5) a Londres para encontrar a primeira-ministra britânica Theresa May, não hesitou em criticar Teerã, que ele acusa de ter financiado ações militares na região através da anulação de sanções econômicas decididas em 2015. “A maior ameaça ao mundo, do meu ponto de vista, são os armamentos nucleares nas mãos de um regime islamita radical como o do Irã”, declarou. “Esse é o momento de aplicar medidas de pressão contra o Irã, para que ele não possa avançar nos campos militar e nuclear”.

“Eu não pedi à França para sair do acordo, acredito que o tratado será encerrado de qualquer forma, tendo em vista as circunstâncias”, acrescentou o premiê israelense, fazendo referência às sanções econômicas previstas pelos Estados Unidos.

Um outro sujeito espinhoso abordado no encontro foi a questão dos palestinos e do processo de paz, três semanas após a forte repressão de manifestantes na Faixa de Gaza pelo exército israelense. No total, 60 palestinos foram mortos e 2.700 ficaram feridos – em atos que Emmanuel Macron, na época, classificou de “odiosos”.

“São civis, mas também militantes do Hamas”, argumentou Benjamin Netanyahu, reivindicando o direito de defesa de Israel. A visita do primeiro-ministro israelense terminará com a inauguração da exposição “Israel@Lights” no Grand Palais. A mostra marcará o início da temporada França-Israel, que será composta de 400 eventos culturais nos dois países até novembro.

Fonte: Rádio França Internacional


Tags: Irã, bomba atômica, acordo nuclear, EUA, Donald Trump, Israel, Benjamin Netanyahu, Emmanuel Macron





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