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Os “malas” do whats na crise

Gilberto Jasper

15.09.2020

Os “malas” do whats na crise

Como se faz pra fugir do que parece ser o único assunto há quase seis meses? Confesso que está muito difícil, de maneira especial para quem trabalha com comunicação e para quem consome informação, ou seja, quase todo mundo. O fenômeno da “pauta única” não tem prazo de validade.

O WhatsApp se tornou o veículo de comunicação mais importante do momento consolidando um destaque crescente antes mesmo da pandemia. Como tudo na vida há os dois lados, o bom e o ruim, o certo e errado. O dedilhar frenético ao celular tem sido fundamental para espantar a solidão de milhões de pessoas mundo afora. Falar com afetos através de videochamadas, por exemplo, é um bálsamo capaz aplacar a saudade, mesmo que seja um remédio momentâneo.

O período de “prisão domiciliar compulsória”, imposta pelo empírico “fecha tudo, fica em casa”, nos obrigou a encarar a tecnologia. Falo mais à miúde dos “jovens há mais tempo”, como eu, aos 60 anos, que apela à ajuda dos filhos e que aprendeu a manusear os aplicativos. Afinal, eles facilitam o pagamento de contas e instigam as compras de impulso. Basta clicar que em segundos um boleto ou formulário para apor o número do cartão de crédito surja na tela. E toda vez que você abrir uma rede social aparecerão milhares de anúncios sobre produtos similares aos adquiridos. Malditos algoritmos!

Mas como nem tudo são flores, os golpes virtuais se multiplicaram, apesar do alerta insistente das autoridades em segurança pública. A capacidade de criar artifícios visando ganhar dinheiro fácil, sem trabalhar, desafia a capacidade dos técnicos empenhados em desenvolver dispositivos para garantir a privacidade.

Outra praga do whats são os tais “grupos”. Seja de família, do condomínio, da firma ou mesmo do grupo de amigos do churrasco/cerveja/futebol a figura do “mala”, do “sem noção” e “inconveniente” é onipresente, com incrível energia para se mostrar presente.

Os infalíveis “bom dia” e “boa noite” são até suportáveis, mas a necessidade de opinar sobre tudo, o tempo todo, parece incontrolável para determinadas pessoas. Mas a vida é assim mesmo, não é? Ninguém é tão abençoado que possui somente gente bem humorada, sensível e inteligente. Na família, no emprego e no círculo de amizades. Então... haja paciência, mais do que nunca.


Tags: malas, whatsapp


Gilberto Jasper é jornalista. Trabalhou como repórter nos jornais O Alto Taquari (Arroio do Meio), O Informativo do Vale (Lajeado), Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul) e Zero Hora (Porto Alegre), além das rádios Independente (Lajeado) e Gazeta AM/FM (Santa Cruz do Sul). Como assessor de Imprensa atuou com o ex-secretário da Educação, Bernardo de Souza (Governo Simon), além do Palácio Piratini (Governos Antônio Britto e Germano Rigotto), na Presidência da Assembleia Legislativa do RS (com os deputados Paulo Odone e Frederico Antunes), na Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (vereador Sebastião Melo) e com o deputado federal Osmar Terra. Foi assessor de Imprensa da Presidência do Tribunal de Justiça do RS. Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado Tiago Simon na AL-RS.

Saído no interior de uma cidadezinha do Vale do Taquari com pouco mais de 5 mil habitantes aos 17 anos me considero um privilegiado por ter feito tantas coisas, por ter conhecido inúmeros lugares interessantes e, acima de tudo, ter tido o privilégio de conviver milhares de pessoas e ter feito valiosos amigos.

Contato:
e-mail: gilbertojasper@gmail.com
Blogger: gilbertojasper.blogspot.com.br




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