Últimas notícias

Hoje na história

RSS
10 de junho de 2001.

Gustavo Kuerten (Guga) vence o Roland Garros

Guga, o

Gustavo Kuerten (Florianópolis, 10 de setembro de 1976), conhecido como Guga, apelido afetivo comum no Brasil para o prenome Gustavo, é um ex-tenista profissional brasileiro, condecorado com posição no Hall da Fama da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). É considerado o maior tenista da história do Brasil.

É o único tenista da história a ganhar de Pete Sampras e Andre Agassi no mesmo torneio.

Ele, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic são os únicos quatro jogadores não norte-americanos a jogar pelo menos uma vez a final de todos os quatro Masters Series ATP jogados na América (Indian Wells; Masters de Miami; ATP de Montreal/Toronto; e ATP de Cincinnati).

O Torneio de Roland-Garros (Internationaux de France, French Open ou Aberto da França) é um torneio de tênis realizado em Paris, na França. Tem seu nome em homenagem a Roland Garros, francês pioneiro da aviação.

Nunca Gustavo Kuerten entrou em Roland Garros com mais favoritismo e responsabilidade do que em 2001. Número 1 do mundo, campeão em Monte Carlo, vice em Roma e defendendo o título, o brasileiro chegou a Paris sobre enorme expectativa.

A estreia já seria uma prova de fogo, diante do argentino Guillermo Coria. Mas Guga começou o torneio mostrando que derrotá-lo seria difícil. Atuando de forma sensacional, o brasileiro passou com rapidez por Coria em 3 sets, parciais de 6/1, 7/5 e 6/4. Na segunda rodada novamente ele enfrentaria um argentino, desta vez Agustín Calleri. A partida foi tranquila e Guga venceu de novo em sets diretos, com um triplo 6/4.

A partir da terceira rodada as partidas começaram a ficar mais complicadas. O adversário nesta fase foi o marroquino Karim Alami. O jogo foi inesperadamente difícil e quase Alami abriu 2 sets a 1 de vantagem. Mas Guga colocou a cabeça no lugar, quebrou um longo jejum de vitórias em tie-breakes, e venceu por 3 a 1, parciais de 6/3, 6/7, 7/6 e 6/2.

Nas oitavas de final Gustavo Kuerten faria sem dúvida uma das partidas mais marcantes de sua carreira. Diante de um adversário inexpressivo, o americano Michael Russell, que havia passado pelo quali, Guga virou uma partida em que chegou a salvar um Match Point com 2 sets a 0 contra. Aliás, esse Match Point foi de tirar o fôlego, com o brasileiro colocando bolas em cima da linha e o americano devolvendo com muita persistência. Depois desse ponto a partida mudou completamente, Guga passou a dominar a partida com grande facilidade e a virada foi consolidada para alívio do brasileiro, que escapou de um vexame histórico. As parciais da partida foram de 3/6, 4/6, 7/6, 6/3 e 6/1. Ao final o catarinense desenhou um coração na quadra, em um belo resumo do que foi a emocionante vitória.

Nas quartas de final Guga enfrentaria um adversário que lhe trazia ótimas recordações, o russo Yevgeny Kafelnikov. O jogo foi de altíssimo nível técnico e equilibradíssimo. Mas depois do que ocorrera na partida anterior, nada parecia ser capaz de derrotar o brasileiro. A vitória, acompanhada de belas jogadas por ambas as partes, veio por 3 sets a 1, parciais de 6/1, 3/6, 7/6 e 6/4. Na entrevista após o jogo, o russo, normalmente azedo em seus comentários, teceu diversos elogios a Gustavo Kuerten, chamando-o de Pablo Picasso das quadras, pela precisão com que batia paralelas e cruzadas, parecendo verdadeiras pinceladas.

A semifinal era considerada a final antecipada. Guga teria pela frente, novamente na semifinal, o espanhol Juan Carlos Ferrero. Ao contrário do que se previa, o brasileiro passeou em quadra, abusando de winners e jogadas maravilhosas. 3 sets a 0 para Gustavo Kuerten, parciais de 6/4, 6/4 e 6/3. Mais uma vez ele chegava à final em Roland Garros.

E o adversário seria o experiente espanhol Alex Corretja. A partida começou desfavorável para Guga, que viu o espanhol abrir 1 a 0 de vantagem. Depois de um tenso segundo set, que terminou com vitória do brasileiro, a partida se transformou em novo passeio. Os dois últimos sets mostraram um Guga no ápice de sua técnica. Atuando de forma inacreditável, abusando de winners e impressionando o público, Gustavo Kuerten confirmou o tricampeonato em 10 de junho de 2001, entrando de vez para a história de Roland Garros.

O jogo terminou 3 sets a 1, com parciais de 6/7, 7/5, 6/2 e 6/0. Foi o título mais comemorado por Guga, que novamente desenhou o coração em quadra.

Esse gesto simbolizava que Roland Garros havia entrado definitivamente no coração de Guga e, como retribuição, o "manezinho da ilha" entrou, literalmente, no coração de Roland Garros.


Tags: Roland Garros, Guga, tênis, Gustavo Kuerten






Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Hoje na história relacionadas

Comemoramos hoje - 12.04

  • Dia da Intendência do Exército Brasileiro
  • Dia de São Vítor de Braga
  • Dia do Cosmo
  • Dia do Médico Obstetra