Últimas notícias

Hoje na história

RSS
16 de fevereiro de 1992.

Forças de segurança do Zaire matam a tiros 32 pessoas, após milhares de cristãos iniciarem um protesto pacífico nas ruas contra o governo do presidente Mobutu Sese Seko


Mobutu Sese Seko Nkuku Ngbendu wa Za Banga (Lisala, Congo Belga, 14 de Outubro de 1930 - Rabat, Marrocos, 7 de Setembro de 1997). O seu nome significa em português: O Todo Poderoso Guerreiro que, Por Sua Força e Inabalável Vontade de Vencer, Vai de Conquista em Conquista, Deixando fogo em Seu Rastro.

Foi o presidente do Zaire entre 1965 e 1997. Com uma imagem marcada pelo uso de um chapéu de pele de leopardo e uma bengala, fica para a história contemporânea de África como um dos mais poderosos governantes do continente.

Mobutu governava um dos países mais ricos do continente (entre outras potencialidades econômicas, merece destaque a exploração de metais e pedras preciosas), mas o seu povo vivia cada vez mais abaixo do limiar da pobreza. A dívida externa chegava a atingir os 12 mil milhões de dólares. Em simultâneo, a fortuna pessoal de Mobutu, quase toda no estrangeiro, subia para índices estimados hoje em cerca de 7000 milhões de dólares. O presidente concentrava nas suas mãos uma grande parte do Produto Nacional Bruto do país.

Em 1997 o regime de Mobutu chegou ao fim. Após 32 anos no poder, o Grande Leopardo (como era por vezes apelidado) viu-se obrigado a abandonar o país, deixando o poder a Laurent-Désiré Kabila, que durante muitos anos lhe vinha movendo uma luta de guerrilha. Morreu de câncer da próstata no exílio em Rabat, Marrocos, em 7 de Setembro de 1997.

No dia 16 de fevereiro de 1992, forças de segurança do Zaire matam a tiros 32 pessoas, após milhares de cristãos iniciarem um protesto pacífico nas ruas contra o governo do presidente Mobutu Sese Seko.

Tags: Zaire, África






Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Hoje na história relacionadas

Comemoramos hoje - 20.01

  • Dia de Santa Inês
  • Dia do Senado
  • Dia Mundial da Religião
  • Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa