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11 de março de 1999.

Um blecaute atinge 70% do território brasileiro, terminando na madrugada do dia seguinte


O Blecaute de 11 de Março de 1999 foi uma grande queda de energia elétrica que afetou 70% do território brasileiro e parte do Paraguai na noite de quinta-feira, 11 de março de 1999. Foi considerado o maior apagão ocorrido no Brasil.

O início do blecaute se deu às 22h16min em uma subestação de energia elétrica da CESP localizada no município de Bauru, SP. Atingiu 50 milhões de pessoas em dez estados brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, juntamente com o Distrito Federal, o Acre, na região Norte, e parte do Paraguai.

Durou 45 minutos no Rio de Janeiro, 40 no Rio Grande do Sul e 10 em Santa Catarina. Teve fim às 3h39min de sexta-feira, 12 de março de 1999, quando a energia foi restabelecida em São Paulo.

No Rio Grande do Sul, o blecaute não atingiu apenas a região central do estado, que possuía geração própria de energia elétrica. As regiões Norte, com exceção do Acre, e Nordeste do Brasil também não foram atingidas.

A versão oficial do acontecimento, diz que o apagão foi causado pela queda de um raio na subestação de Bauru. Porém, foram realizados estudos meteorológicos que comprovaram que não houve tempestade de raios na região no dia 11 de março.

O Ministério de Minas e Energia admitiu que hauve redução dos níveis de segurança e manutenção da subestação.

Durante o blecaute, houve caos no trânsito de grandes metrópoles do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Muitas pessoas foram assaltadas nessas cidades. Alguns hospitais ficaram sem luz por alguns segundos, mas outros nem sentiram a falta da luz, pois contavam com geradores próprios que passaram a funcionar imediatamente após a queda de energia.

Em São Paulo, a polícia saiu às ruas para evitar arrastões. Os trens urbanos e metrôs ficaram parados por quase uma hora, deixando seus passageiros presos. Os aeroportos de Congonhas, na capital paulista e Cumbica, em Guarulhos, ficaram totalmente sem luz, túneis foram fechados, os 4.700 semáforos deixaram de funcionar e os hospitais funcionaram precariamente.

Em Porto Alegre, a linha de trens urbanos “Trensurb” ficou 16 minutos paralisada. Os maiores transtornos no trânsito da capital gaúcha ocorreram nas avenidas Goethe e Ipiranga. Um jogo de futebol entre Grêmio e ABC, no Estádio Olímpico também foi paralisado com a falta de energia e terminou empatado (3x3).

Com o apagão, muitas emissoras de televisão brasileiras que não contavam com geradores saíram do ar. As emissoras que tinham gerador não puderam ser assistidas durante quatro horas nas cidades onde a energia não pôde ser restabelecida pelas companhias elétricas locais. Em função disso, a Rede Globo, que transmitiu em seu Plantão as imagens de São Paulo ao vivo direto do Globocop, exibiu, no dia seguinte, dois capítulos seguidos da minissérie brasileira Chiquinha Gonzaga, que não foi ao ar em consequência do blecaute.

Dois anos após o blecaute de 1999, houve o que foi conhecido como “Escândalo do apagão”. Para evitar que se repetisse o que aconteceu em 1999, foi organizada uma grande campanha de racionamento de energia elétrica. Era recomendado que se economizasse luz, principalmente no horário de pico.

Tags: Blecaute, energia elétrica, luz, apagão






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