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24 de março de 1976.

Num Golpe de Estado na Argentina, o exército assume o poder e prende Isabel Perón, que ocupava a presidência do país

Golpe de Estado na Argentina - 24 de março de 1976.

Na Argentina aconteceram seis golpes de estado durante o século XX, em 1930, 1943, 1955, 1962, 1966 e 1976. Os quatro primeiros estabeleceram ditaduras provisórias enquanto os dois últimos estabeleceram ditaduras de tipo permanente segundo o modelo de estado burocrático-autoritário. O último levou a cabo uma guerra suja na linha do terrorismo de Estado, no que foram violados massivamente os direitos humanos, com milhares de mortos e de desaparecidos.

Nos 53 anos que transcorreram desde o primeiro golpe de estado em 1930, até cair a última ditadura em 1983, os militares governaram 25 anos, impondo 14 ditadores com o título de “presidente”, um cada 1,7 anos. Nesse período todas as experiências de governo eleitas democraticamente (radicais, peronistas e radical-desenvolvistas) foram interrompidas mediante golpes de estado

A 24 de março de 1976 uma nova sublevação militar derrubou a Presidente María Estela Martínez de Perón, conhecida como Isabelita Perón, instalando uma ditadura de tipo permanente (Estado burocrático autoritário) autodenominada “Processo de Reorganização Nacional”, governada por uma Junta Militar integrada por três militares, um por cada força. Pela sua vez a Junta Militar escolhia um funcionário público com o título de “presidente”, com funções executivas e legislativas.

Assim como a ditadura anterior, a Junta Militar sancionou em 1976 um Estatuto e duas Atas de caráter complementar com hierarquia jurídica superior à Constituição.

O Processo foi governado por quatro juntas militares sucessivas:

• 1976-1980: Jorge Rafael Videla, Emilio Eduardo Massera e Orlando Ramón Agosti
• 1980-1981: Roberto Eduardo Viola, Armando Lambruschini, Omar Domingo Rubens Graffigna
• 1981-1982: Leopoldo Fortunato Galtieri, Basilio Lami Dozo e Jorge Isaac Anaya
• 1982-1983: Cristino Nicolaides, Rubén Franco, Augusto Jorge Hughes

Em cada uma destas etapas, as juntas designaram como “presidentes” de fato a “Jorge Rafael Videla”, “Roberto Eduardo Viola”, “Leopoldo Fortunato Galtieri” e “Reynaldo Benito Bignone” respectivamente, todos eles integrantes do Exército. Bignone, foi o único presidente que não pertenceu à junta.

O “Processo de Reorganização Nacional” levou adiante uma guerra suja na linha do “terrorismo de estado” que violou massivamente os direitos humanos e causou o desaparecimento de milhares de opositores.

Internacionalmente, a ditadura argentina e a violação de direitos humanos contou com o apoio ativo do governo dos Estados Unidos (salvo durante a administração de Jimmy Carter) e a tolerância dos países europeus, a União Soviética e a Igreja Católica Argentina, que colaborou ativamente com o regime.

Nesta época instalaram-se, com apoio norte-americano, ditaduras militares em todos os países do Cone Sul da América (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai) que coordenaram entre si e com os Estados Unidos a repressão, por meio de uma organização terrorista internacional denominada “Operação Condor”.


Tags: Argentina, Perón, Isabelita, Golpe






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