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11 de abril de 0146.

Nasce o futuro imperador romano, Lúcio Sétimo Severo

Busto em alabastro de Lúcio Sétimo Severo (Lucius Septimius Severus Pertinax)

Lúcio Sétimo Severo (em latim: Lucius Septimius Severus Pertinax; Léptis Magna, 11 de abril de 146 - Eboraco, 4 de fevereiro de 211) foi imperador romano de 14 de abril de 193 até a data de sua morte a 4 de fevereiro de 211. Foi o primeiro cidadão oriundo de província, sem ascendentes romanos, a atingir o trono. Quando morreu foi proclamado Divus pelo senado.

De ascendência púnica e berbere, Severo conseguiu situar-se na sociedade romana e até mesmo ter uma próspera carreira política e chegou a ser governador da Panônia. Após a morte do imperador Pertinax, os pretorianos venderam o trono do império a Dídio Juliano, um rico e influente senador. Contudo, desde o começo do seu reinado Juliano teve de enfrentar uma férrea oposição procedente do povo e o do exército.

Aproveitando a debilidade do novo imperador, uma série de governadores de província entre os que se encontrava o próprio Severo, rebelaram-se. Com o fim de antecipar-se em relação a seus rivais na sucessão, Severo marchou contra Roma e depôs Juliano, que veio a ser executado por ordem do senado.

Após uns anos de guerras civis nos quais teve de enfrentar com Pescênio Níger em Síria e a Clódio Albino na Gália, Severo conseguiu consolidar o seu poder e fundar uma dinastia que perpetuariam os seus filhos, Geta e Caracala. Apesar de Geta ser assassinado pouco depois da morte do seu pai pelo seu irmão maior.

Militarmente, o seu reinado caracterizou-se pela bem-sucedida guerra que efetuou contra o Império Parta, consequência da qual a Mesopotâmia voltou a cair sob controle romano. Nesta campanha, os seus soldados saquearam a cidade de Ctesifonte e venderam os sobreviventes como escravos. Ao seu regresso a Roma, foi erigido um Arco do Triunfo a fim de comemorar esta vitória. Nos seus últimos anos teve de defender as fronteiras dos ataques dos bárbaros, que punham em perigo a integridade territorial do império. Especialmente duros foram os levantamentos na Britânia, pelo qual Severo mandou reforçar o Muro de Adriano.


Arco de Sétímo Severo, Roma.

As suas relações com o senado nunca foram boas, pois tornara-se impopular entre os senadores ao demarcar o seu poder com apoio do exército. Ordenou executar dúzias de senadores sob acusações de corrupção e conspiração, e substituiu-os por homens fiéis à sua causa. Dissolveu a guarda pretoriana e substituiu-a pela sua própria guarda pessoal a fim de se assegurar um total controle político e a sua própria segurança. Durante o seu reinado acamparam nas imediações da capital imperial cerca de 50.000 soldados. Embora sua ânsia de poder tornasse Roma numa ditadura militar, Sétimo Severo foi muito popular entre a população devido ao fato de ter restabelecido o moral após os anos decadentes do governo de Cômodo e a conseguir conter a corrupção.

Morte

A fim de consolidar a sua sucessão, Severo casou o seu filho Caracala com Plautilla, filha do prefeito do pretório Caio Fúlvio Plautiano. Porém, logo as relações entre o casal se deterioraram.

Plautiano foi acusado de traição pelos centuriões em 205, subornados provavelmente por Caracala. Severo mandou assassina-lo e Plautilla foi encarcerada na ilha de Lipari.

Organizou uma expedição para a Britânia (207) para combater os caledônios, levando consigo a esposa e os dois filhos e lá permaneceu até sua morte (211), em Eboracum, após realizar com sucesso várias campanhas no norte, com o desejo de expandir o controle de Roma sobre toda a ilha. Ambos os exércitos travaram uma série de batalhas até 209 sem que se produzisse nenhuma vitória decisiva. A fim de assegurar a fronteira norte do Império, Severo reforçou o Muro de Adriano.


Traçado da Muralha de Adriano na Inglaterra.

Preocupado com a instabilidade mental de Caracala, fez com que Geta (209) se tornasse césar, segundo posto de comando após o imperador. Seu último conselho para os filhos, em seu leito de morte, foi: "Não disputem um com o outro, deem dinheiro aos soldados e desprezem todos os outros".

Muito enfraquecido pela gota, Severo retirou-se para Eboracum, onde faleceu a 4 de fevereiro de 211 com 65 anos.

Como governante demonstrou ser um sábio administrador e reformador e mantenedor da obediência às leis, porém devido ao temperamento inconstante, sua capacidade inflexível de trabalho e sua política de expansão das fronteiras do Império transformaram-no numa personagem difícil de avaliar com justiça.

Fonte: Wikipédia


Tags: Roma, imperador, césar, Lucius Septimius Severus, Pertinax, Sétimo Severo, Império Romano






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