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28 de abril de 1789.

Motim do HMS Bounty: o tenente William Bligh e 18 marinheiros ficam à deriva e os amotinados regressam ao Taiti e depois embarcam para as ilhas Pitcairn.

Fletcher Christian e os amotinados deixam o tenente William Bligh e outros marinheiros à deriva no mar. Pintura de Robert Dodd em 1790, no Museu Marítimo Nacional.

O motim do HMS Bounty ocorreu abordo do navio HMS Bounty da Marinha Real Britânica em 28 de abril de 1789 no meio do Oceano Pacífico. Tripulantes insatisfeitos liderados pelo assistente de mestre Fletcher Christian tomaram o controle da embarcação das mãos de seu comandante, o tenente William Bligh, deixando-o à deriva abordo de um bote com poucos suprimentos junto com outros dezoito marinheiros. Os amotinados se estabeleceram no Taiti ou nas Ilhas Pitcairn; enquanto isso Bligh conseguiu realizar uma viagem de mais de 6500 quilômetros no bote até encontrar terra, começando então um processo para levar os amotinados para a justiça.

O Bounty havia deixado a Grã-Bretanha em 1787 para recolher e transportar frutas-pão do Taiti até as Índias Ocidentais. A disciplina dentre os homens se deteriorou depois de cinco meses de descanso passados no Taiti, período em que muitos marinheiros viveram em terra e formaram ligações sexuais com mulheres nativas. As relações de Bligh com sua tripulação foram piorando à medida que ele passava punições cada vez mais severas e aumentava suas críticas e abusos, com Christian sendo um alvo frequente. Ele realizou com sucesso um motim contra o comandante por volta de três semanas depois do navio ter deixado o Taiti.


​Christian e os amotinados tomam o Bounty. Gravura de Hablot Knight Browne em 1841.

Bligh conseguiu voltar para a Grã-Bretanha em abril de 1790 e o Almirantado Britânico enviou o HMS Pandora para prender os amotinados. Catorze foram capturados no Taiti e aprisionados no navio, que então procurou sem sucesso por Christian e o resto dos homens que haviam ficado em Pitcairn. O Pandora encalhou na Grande Barreira de Coral no caminho de volta, perdendo 31 tripulantes e quatro prisioneiros do Bounty. Os dez restantes chegaram na Grã-Bretanha em junho de 1792 e foram julgados na corte marcial; quatro foram absolvidos, três perdoados e três enforcados.

O grupo de Christian permaneceu sem ser descoberto até 1808, altura em que apenas um dos amotinados, John Adams, ainda estava vivo. Quase todos os outros homens, incluindo Christian, haviam sido mortos uns pelos outros ou por suas companheiras polinésias. Nenhuma ação foi tomada contra Adams. Os descendentes dos amotinados com suas consortes taitianas vivem até os dias de hoje em Pitcairn. A visão que acabou entrando no imaginário popular era a de Bligh como um tirano e Christian como uma vítima trágica das circunstâncias, como mostrada em vários filmes sobre os eventos, porém historiadores dos séculos XX e XXI estão trazendo uma imagem mais simpática de Bligh.


Reconstrução de 1960 do Bounty.

Fonte: Wikipédia


Tags: Motim, Motim do HMS Bounty, HMS Bounty, Taiti, William Bligh, Fletcher Christian, Ilhas Pitcairn, fruta-pão






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