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29 de outubro de 1923.

Fim do Império Otomano e fundação da República da Turquia

O Império Otomano

A Turquia (Türkiye, em turco), cujo nome oficial é República da Turquia (Türkiye Cumhuriyeti), é um país eurasiático constituído por uma pequena parte europeia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Tem limite com oito países: a Bulgária a noroeste, a Grécia a oeste, a Geórgia a nordeste, a Armênia, o Irã e o Nakichevan azerbaijano/Azerbaijão a leste, e o Iraque e a Síria a sudeste. É banhada pelo Mar Negro ao norte, pelo Egeu e o Mar de Mármara a oeste e pelo Mediterrâneo ao sul. Sua capital é Ancara.

Nos termos da constituição turca, a Turquia é uma república democrática, secular (sem influência religiosa) e constitucional cujo sistema político foi estabelecido em 29 de outubro de 1923, após o fim do Império Otomano.

A Turquia e seus Estados antecessores foram uma ponte entre as culturas ocidental e oriental e o centro de diversas grandes civilizações.

A dissolução do Império Otomano, controlado pelos turcos, foi uma consequência direta da Primeira Guerra Mundial, quando as potências aliadas derrotaram as potências centrais na Europa e as forças otomanas no teatro do Oriente Médio. Ao final do conflito, o governo otomano entrou em colapso e o Império foi conquistado e partilhado entre as potências vitoriosas. Nos anos seguintes, diversos novos Estados independentes emergiram a partir do território otomano, cuja parte central se tornou a República da Turquia.

O Tratado de Sèvres, celebrado em 10 de Outubro de 1920 entre o Império Otomano e as potências aliadas na Primeira Guerra Mundial, formalizou a paz entre as partes após o conflito e determinou o desmembramento do território otomano. A Turquia foi dividida em mandatos (áreas controladas pelas potências aliadas), retirando-lhe as províncias árabes, curdas e armênias na Ásia, conforme previsto no Acordo Sykes-Picot; Istambul permaneceria sob controle turco.

A subsequente Guerra de Independência Turca não estava, porém, nos planos dos aliados. Mustafá Kemal Atatürk, comandante de destaque na batalha de Gallipoli de 1915, recrutou um exército, expulsou as tropas gregas, italianas e francesas, enfrentou a República da Armênia e chegou a ameaçar os britânicos. Os revolucionários turcos, sob a liderança de Mustafá Kemal, formaram um parlamento em Ancara. Seguiram-se à declaração de soberania pelo parlamento (23 de abril de 1920) a abolição do sultanato (1º de novembro de 1922) - ato que forçou o último sultão, Mehmed VI, a fugir do país - e a proclamação da república em 29 de outubro de 1923. O califado - último resquício imperial - foi oficialmente abolido meses depois, em 3 de março de 1924. Kemal foi escolhido para o cargo de primeiro Presidente da nova república.

Expulsos os invasores, deposto o sultão, o governo de Ancara repudiou o tratado de Sèvres (que o governo otomano de Istambul - agora dissolvido - havia negociado) e celebrou um novo tratado de paz com os aliados, desta feita em melhores termos para os turcos. O Tratado de Lausanne (24 de julho de 1923) delimitava as fronteiras entre Grécia, Bulgária e Turquia; esta última abandonava suas reivindicações acerca de Chipre, Iraque e Síria. Conforme determinava o acordo, grande parte da população grega (ortodoxa) da Turquia foi trocada pela população turca (muçulmana) da Grécia: cerca de dois milhões de pessoas viram suas nacionalidades originárias cassadas, tornando-se refugiados.

Fonte: Wikipédia


Tags: Império Otomano, Califa, califado, otomano, Turquia, turco, kemalismo






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