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03 de dezembro de 1530.

Parte de Lisboa a expedição de Martim Afonso de Sousa, que resultaria na instalação administrativa da primeira cidade do Brasil


Martim Afonso de Sousa (Vila Viçosa, c.1490/1500 - Lisboa, 21 de julho de 1564 ou 1571) foi um nobre e militar português. Senhor de Prado e de Alcoentre, parente do conde de Castanheira, D. António de Ataíde, tão influente sobre o rei D. João III de Portugal, Martim chegaria a governador das Índias Ocidentais ou Brasil.

A expedição partiu de Lisboa no dia 3 de dezembro de 1530 com quatro naus, tendo como imediato o irmão Pero Lopes de Sousa e transportando cerca de 400 pessoas.

Depois de percorrer todo o litoral até a foz do Rio da Prata, onde sobreviveu a um naufrágio, como desdobramento de sua missão, retornou à região de São Vicente em 21 de janeiro de 1532 e, e com ajuda de João Ramalho e Antônio Rodrigues, moradores da região que haviam feito amizade com os caciques Tibiriçá e Caiubi. Na região do planalto (o mesmo onde hoje se ergue a gigantesca cidade de São Paulo) e ainda graças a João Ramalho, estabeleceu em Piratininga uma pequena aldeia de duração efêmera. Em São Vicente, iniciou a cultura da cana-de-açúcar e ordenou a instalação de um engenho.

Combateu corsários franceses no litoral e foi agraciado pela Coroa portuguesa, sob o reinado de D. João III como capitão-donatário de dois lotes de terras no Brasil: a Capitania de São Vicente. Desde outubro de 1532, recebera comunicação do rei de que o imenso território seria dividido em extensas faixas de terras: as capitanias hereditárias. Na ocasião, foram-lhe doadas cem léguas na costa e recebeu autorização de retornar a Lisboa.

Sua expedição trouxe para o Brasil, como ferreiro contratado por dois anos, para prover as necessidades de ferro da expedição e da colônia, o mestre Bartolomeu Fernandes, também conhecido como Bartolomeu Gonçalves e Bartolomeu Carrasco. Terminado o contrato, mestre Bartolomeu fixou-se em solo paulista, tornando-se proprietário do sítio dos Jeribás e instalando, nas margens do Jurubatuba, afluente do rio Pinheiros, na vila de Santo Amaro (São Paulo), a primeira forja do Brasil para produção de aço - fato mencionado pelo padre José de Anchieta, em 1554. Com quatro operários conseguiu-se produzir e forjar 100 quilos de ferro em seis ou sete horas, consumindo 450 quilos de carvão vegetal.

Tags: Expedição, colonização






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